O Carona
Uma viagem no banco de passageiro! - LEMBRE-SE! - Os direitos autorais são protegidos por LEI 9610/98, violá-los é crime estabelecido no artigo 184 do Código Penal.
Pau na Máquina!!!
Temos de chegar!!! Pau na máquina!!!!
Sabe aquela viagem que você faz obrigado, porque você precisa trabalhar e não tem saída a não ser de carona? É por este caminho a nossa vereda!quinta-feira, 21 de abril de 2011
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Uma grande surpresa!!!
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Noite de autógrafo do meu livro de contos
Comunicado aos meus leitores!
Dia 15/12/2010 foi a noite de autógrafo do meu livro “Do anonimato ao estrelado” da Coleção Immaginare editado pela Madio Editorial. O evento foi na Casa das rosas a Av. Paulista em São Paulo – Capital.
Leia a resenha da obra:
Uma das qualidades deste livro é o dinamismo da narrativa e o humor. As histórias são muito divertidas, no entanto, não deixa de também abordar algumas manifestações claras ou implícitas do sentimento de desespero do ser humano para conquistar ou reconquistar a mulher amada.
Em função da forma apresentada pelo autor, a leitura flui com animação e graça. Os textos relatam desde uma brincadeira amorosa, em um modelo de carta formal, bem como com a gramática da Língua Portuguesa, passando pelas peripécias dos animais domésticos até o chegar causos sertanejos com o matuto do sertão João Carcule.
Este livro se apresenta como uma grande oportunidade para o leitor dedicar seu pouco tempo de lazer na leitura e se deliciar na medida em que se encontre com a imaginação de uma criança. Saberá sobre a ISO 9000 pra cachorro, lerá algumas reflexões sobre os marginalizados e também conhecerá as brincadeiras feitas com algumas letras de melodias de autores conhecidos como João Bosco, Roberto Carlos, entre outros da música popular brasileira. Nem o famoso Camões escapou desta humorada brincadeira. Todas as narrativas são contadas numa linguagem simples e ágil.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Premiação do concurso: Contos: a arte em palavras
Prezado Autor
Ademar oliveira de Lima
A noite de lançamento do livro do Concurso “Contos: a arte em palavras”será no dia 15 de dezembro de 2010, na Casa das Rosas, localizada na Avenida Paulista, 37, Bela Vista - São Paulo, das 19:30h às 21:30h.
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terça-feira, 9 de novembro de 2010
Saiu o meu livro de poesia : Veja
A contenda: Coração x Razão
Por: Sartório Wilen
A obra é uma manifestação de um eu multifacetado pelo mundo moderno que ao olhar a realidade pautada pelos seus sentimentos, como câmera fotográfica sai disparando imagens poéticas para todos os lados e cantos do seu interior e da sua realidade. Também passa pela reflexão sobre o labutar do artista com a palavra, na medida em que relata o sofrimento e o prazer de escrever. Abre o seu coração também para discutir a própria incapacidade do código linguístico de expressar totalmente a realidade e os sentimentos do ser humano.
Peso: 173 gramas
Edição: 1(2010)
domingo, 9 de maio de 2010
O arrependimento !!
Poderia, pelo tamanho das letras, até pensar que era vergonha de ser este profissional tão desvalorizado, mas não. Era para a pura facilidade da comunicação com os motoristas que transitavam na via de Sorocaba a São Paulo a trabalho. Era um pedido de carona. Já conhecido no meio dos viajantes desse roteiro, não perecia muito na beira da estrada. Porém alguns dias, como é para todo o caroneiro, tornavam-se difícil arrumar uma condução para o trabalho, perdia, às vezes, algumas aulas por não achar condução.
Isso não era tanto um problema, as escolas já sabiam dessa dificuldade, que até já imaginava que o professor viria, era só uma questão de tempo. Nesse dia não conseguiu uma carona em carro de passeio, pegou um caminhão.
Versado em sala para motorista, muito bom de papo, este adquirido pela experiência em conversar. Tirava de letra qualquer assunto desde os banais até os mais complexos. O veículo parou, ele entrou, sentou-se e agradeceu o gesto do caminhoneiro e logo a conversa engrenou: - Você trabalha em Jandira tem quanto tempo? - Faz cinco meses, eu sou estudante ainda, estou no último ano da faculdade.
- Você consegue carona mesmo sendo homem?
- Eu estou na chuva, tenho que me molhar.
- Eu sempre dou carona para as professora que trabalham nas cidades beirando a Rodovia Castelo branco.
- E você não tem medo de dar carona?
- Essa pergunta me foi feita por uma professora um outro dia e o efeito da resposta foi interessante que e não respondo a mais ninguém da mesma forma!
- O que aconteceu de diferente!
O motorista fez um sinal com a mão para o professor que esperasse um pouco. Pegou o celular, uma espécie de tijolão. Aquele celular antigo que mais parecia uma arma do que um telefone. Abriu o monstrengo e atendeu.
Pela conversa parecia ser a esposa, mas também alguém muito superior, pois em alguns momentos ele a chamava de doutora, outras vezes de delegada. Foi rápido e logo depois desligou, guardou o tijolo e me disse:
- Era a minha esposa, chamo ela de delegada e doutora para brincar com ela , ela não gosta, mais eu gosto e pronto. Eu me divirto muito com isso!
- Mas e a história da carona da professora? Como foi?
- Ah! Ela entrou como todas as professoras, sentou aí nesse banco e disse que estava atrasada para a aula, então eu falei para tentar uma carona mais rápida, ela discordou, porque já estava ali na marginal a mais de duas horas e resolveu arriscar a ir comigo.
- E daí o que aconteceu?
- Ela fez a pergunta padrão que vocês fala a todos os motorista - "Você na tem medo de dar carona?" - Eu respondi que não tinha, essa questão de medo, eu tinha antes quando eu era vivo, depois que morri assassinado na Castelo eu perdi o medo.
- Ô louco meu, você falou isso pra ela?
- Falei e continuei olhando a estrada e foi um silencio só na cabine do caminhão.
- E a professora?
- Só sei dizer que comecei a ficar preocupado, porque ela começou a mudar de cor e passar mal que eu perguntei se precisava de alguma coisa. Ela me disse que queria descer ali naquele momento na rodovia!
- Mas ela estava perto da escola?
- Que nada, queria descer ali mais de vinte quilômetros longe da escola!
- Então ela ficou com medo?
- Põe medo nisso, ela olhava para mim com um olhar estranho que eu perguntei se tinha acontecido alguma coisa e ela me disse que nunca tinha imaginado viajar com um defunto vivo!
- Pô cara, ela falou isso cara!
- Não só falou, como desceu mesmo longe da escola, não adiantou, nem falar que era brincadeira!
- O caso foi sério mesmo!
- Põe sério nisso, sabe que eu fiquei com problema de consciência mais de mês, agora não respondo mais assim.
A conversa rodou por mais minutos e minutos até que chegou ao pedágio perto da cidade. O professor agradeceu pela carona. Desceu o caminhão se foi e o rapaz seguiu o seu caminho em direção à escola para mais um dia de trabalho.
(Santiago Derin)
